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	<title>Inteligência Artificial &#8211; PalpNews &#8211; Design de Embalagem</title>
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	<description>Um Blog sobre design, rótulos e embalagem - PSNDesign</description>
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	<title>Inteligência Artificial &#8211; PalpNews &#8211; Design de Embalagem</title>
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		<title>Estamos ganhando mas estamos perdendo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Priscylla, da Palp Studio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:14:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<a href="https://psndesign.blog.br/estamos-ganhando-mas-estamos-perdendo/" title="Estamos ganhando mas estamos perdendo" rel="nofollow"><img width="1024" height="599" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-1024x599.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="1" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-1024x599.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-300x176.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-768x449.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-1250x731.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1.jpg 1417w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a>Criamos mais rápido, usamos mais ferramentas, mas o que está acontecendo com a nossa identidade criativa no processo? 

Neste artigo, reflito sobre o uso excessivo de IA no design, criatividade, cultura e quais etapas não podemos deixar robotizadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<a href="https://psndesign.blog.br/estamos-ganhando-mas-estamos-perdendo/" title="Estamos ganhando mas estamos perdendo" rel="nofollow"><img width="1024" height="599" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-1024x599.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="1" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-1024x599.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-300x176.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-768x449.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1-1250x731.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1.jpg 1417w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a>
<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dias eu me deparei com um texto muito bom de um ex-colega de Universidade, Zeh Fernandes, sobre <strong>hábitos cognitivos e o custo invisível de pular etapas¹</strong>. A ideia central era sobre a importância de vivenciar o processo para aprender com ele. De forma bem resumida, o texto falava sobre o ato de pular etapas utilizando ferramentas de apoio, e que muitas vezes isso nos faz parecer economizar tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim que eu li o texto me lembrei daquele filme clássico de sessão da tarde, Click, do Adam Sandler. Quem aqui se lembra? É um filme que retrata o ato de pular etapas consideradas chatas do dia a dia usando um controle remoto, aproveitando só as partes boas e acelerando o tempo. O final do filme você já sabe: ele percebe que pulou etapas demais e se perdeu no caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a cabeça fervendo de ideias, logo eu relacionei tudo isso ao nosso trabalho no design. Esse controle remoto pode ser comparado ao uso excessivo de inteligência artificial, limitando o pensamento crítico. Ao pular etapas que são base do nosso processo criativo, vamos aos poucos ficando alheios ao cerne de qualquer projeto criativo: o porquê.<strong> Afinal, por que criamos design?</strong></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="599" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/cartaz-texto-palp-1024x599.jpg" alt="" class="wp-image-7318" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/cartaz-texto-palp-1024x599.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/cartaz-texto-palp-300x176.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/cartaz-texto-palp-768x449.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/cartaz-texto-palp-1250x731.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/cartaz-texto-palp.jpg 1417w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem criada por mim</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://online.faap.br/mba/mba-em-comportamento-do-consumidor" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MBA</a>, estou estudando <strong>neurociência e psicologia cognitiva²</strong>. No nosso dia a dia vamos justificando nossas escolhas com base em vieses cognitivos, pelo que é mais fácil para o nosso cérebro assimilar sem perder energia. Acontece que temos justificado nossas escolhas com pouquíssimo questionamento, uma vez que questionar cansa. Nossa memória começa a ficar preguiçosa e nossa capacidade cognitiva vai diminuindo com o tempo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma das aulas, uma pergunta ficou na minha cabeça: qual é a quantidade ideal de esforço mental para consolidar uma memória? Se precisamos de um determinado esforço para pensar e memorizar para enfim gerar novas conexões cognitivas no futuro, quais tarefas podemos substituir por ferramentas, e quais etapas não podemos pular usando um ‘controle remoto’?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprendemos fazendo, lendo e reinterpretando, colocando a mão na massa. Sim, usamos ferramentas. Eu uso diversas para otimizar meu dia-a-dia. Meus alunos da Mentoria inclusive já viram o quanto eu sou prática quando se trata de trabalhos repetitivos, como uma resposta automática ou fechamento de arquivo para impressão. A questão não é essa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tem uma coisa que não podemos perder é a nossa capacidade de pensar. Reescrever o briefing na mão, por exemplo, me ajuda a olhar para o projeto com outros olhos. Usar post-its, canetas, qualquer coisa fora da tela. O ato de folhear uma revista, jornal, livro, sair das referências comuns e encarar a própria cultura como fator de diferenciação. Essas etapas parecem lentas quando não automatizadas, mas é nelas que nosso cérebro explode de ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abro um parênteses para o que vem acontecendo com a arquitetura, por exemplo. Casas iguais, sem grandes diferenças, cores cinzas e linhas retas. João Gomes do Álbum Dominguinhos já reclamava sobre isso em 2025: <a href="https://www.metropoles.com/colunas/lucas-pasin/joao-gomes-revela-bastidor-da-casa-que-virou-meme-que-doideira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Os arquitetos só queriam casa quadrada”³.</a> Ele ficou frustrado porque ninguém queria fazer o projeto da sua casa com alpendre, uma espécie de varanda ampla e coberta. Esse novo padrão recorrente na arquitetura abre saudade da casa da avó, do ladrilho colorido, da cortina listrada na cozinha, do ornamento art-nouveau da fachada que rompia justamente com a rigidez clássica através de linhas curvas, assimétricas e formas orgânicas ou até mesmo com os ornamentos do movimento rococó.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="599" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem2-textopalp-1-1024x599.jpg" alt="" class="wp-image-7314" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem2-textopalp-1-1024x599.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem2-textopalp-1-300x176.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem2-textopalp-1-768x449.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem2-textopalp-1-1250x731.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem2-textopalp-1.jpg 1417w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto ilustrativa &#8211; Casa com alpendre</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">No design não é diferente. Quando deixamos de trazer o que é nosso para o projeto, o resultado começa a se parecer com o de todo mundo. Quando paramos de ouvir o cliente e olhar para o projeto com cuidado, entregamos uma embalagem que poderia ser de qualquer marca. Em outras palavras, se nos apoiarmos inteiramente em mecanismos robotizados estamos sujeitos a perder, aos poucos, a nossa verdadeira essência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No artigo de Ana Couto publicado no começo de 2026 na <a href="https://exame.com/marketing/a-proxima-crise-das-marcas-sera-de-identidade-nao-de-atencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Exame</a>, a agência diz: <strong>“A próxima crise das marcas será de identidade, não de atenção.”⁴</strong> E isso vale para as pessoas também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de ferramentas excessivas nos dá a impressão de estarmos criando mais rápido, mas por outro lado tudo acaba ficando muito igual. E não é pra menos: as ferramentas geram resultados parecidos porque não têm justamente o que nos faz únicos: nossa individualidade, nossa capacidade de pensar, nossas referências pessoais, nossa cultura. Se bebermos sempre das mesmas fontes, como os resultados serão diferentes e únicos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi aí que comecei a intensificar as leituras e buscar fontes próprias de pesquisa. Comprei diversos livros de design e me senti super criativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que a <strong>ansiedade veio. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não conseguia ler e absorver tudo e ficava com a sensação de que eu estava procrastinando. Eu só pensava: como eu posso otimizar a leitura? Existe alguma ferramenta para isso?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conversando com uma querida amiga, <strong>Rafaela Tidres,</strong> eu desabafei e comentei da sensação de não estar conseguindo absorver conteúdos da forma como eu entendia que seria o certo. Meu erro foi sempre achar que o &#8220;certo&#8221; seria ler um livro de design do início ao fim e guardar na memória o máximo de informações possível mas, ao longo do tempo, eu sempre ia esquecendo tudo o que tanto me empenhei para ler e começava a desanimar com a leitura técnica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cheguei a cogitar pedir para o Claude resumir os principais pontos de cada livro para mim. Mas como o próprio Zeh escreveu no<a href="https://brasil.uxdesign.cc/habitos-cognitivos-7e356353e0ab" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> artigo</a> que mencionei no início desse texto:<em> “o que você leva com você não é o documento. É quem você se tornou ao fazer ele.”</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="599" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1024x599.jpg" alt="" class="wp-image-7315" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1024x599.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-300x176.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-768x449.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp-1250x731.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/imagem1-textopalp.jpg 1417w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto minha</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Foi então que a Rafa me disse: <em>“por que você não lê só os capítulos mais importantes para você nesse momento? E então revisita esses capítulos quando achar necessário. A ideia é usar os livros como suporte de consulta e não como um livro de ficção com início, meio e fim.”</em> Isso abriu a minha cabeça na época e me fez pensar que o mesmo valeria para qualquer ferramenta, não acha? <strong>Usar como apoio, não como fim nele mesmo. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É inegável o incrível suporte que todas as novas IAs nos dão. Em alguns momentos fazendo com que economizemos tempo, tempo que poderá ser utilizado para novas experiências e conexões, inclusive. Novas leituras, novas vivências, novas conversas como essa que tive com a Rafa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então o questionamento que devemos fazer hoje não é &#8220;se&#8221; devemos usar ferramentas, uma vez que o suporte delas já está inerente ao nosso processo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O questionamento deve ser sobre <strong>&#8220;quais&#8221;</strong> etapas <strong>não</strong> podemos de forma alguma automatizar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, afinal, quando robotizamos tarefas que nos fariam pensar, o que estamos de fato <strong>ganhando e perdendo?</strong></p>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Links citados:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">¹ Hábitos cognitivos: <a href="https://brasil.uxdesign.cc/habitos-cognitivos-7e356353e0ab">https://brasil.uxdesign.cc/habitos-cognitivos-7e356353e0ab</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">² MBA em Comportamento do Consumidor: <a href="https://online.faap.br/mba/mba-em-comportamento-do-consumidor">https://online.faap.br/mba/mba-em-comportamento-do-consumidor</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">³ João Gomes revela frustração ao tentar construir casa com alpendre: <a href="https://www.metropoles.com/colunas/lucas-pasin/joao-gomes-revela-bastidor-da-casa-que-virou-meme-que-doideira">https://www.metropoles.com/colunas/lucas-pasin/joao-gomes-revela-bastidor-da-casa-que-virou-meme-que-doideira</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">⁴ A próxima crise das marcas será de identidade, não de atenção. Publicado em <a href="http://exame.com/">Exame.com</a>. <a href="https://exame.com/marketing/a-proxima-crise-das-marcas-sera-de-identidade-nao-de-atencao/">https://exame.com/marketing/a-proxima-crise-das-marcas-sera-de-identidade-nao-de-atencao/</a></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Priscylla Nunes – Palp Studio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscylla Nunes da Palp Studio é designer de marcas e embalagens, mentora e palestrante. Graduada pela UTFPR (2012), com especialização em Desenvolvimento de Embalagem pela FACAMP (2024) e MBA em Comportamento do Consumidor pela FAAP (2026). Coautora do livro Rotubook, com mais de 2.000 cópias vendidas, também foi jurada e vencedora do Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira com Prata e Bronze, Bronze no prêmio BDA – Prêmio Brasileiro de Design, Ouro no prêmio Grandes Cases de Embalagem, além de conquistar reconhecimento internacional no DNA Paris Design Awards.</p>
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		<title>Design, Criatividade e Inteligência Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Priscylla, da Palp Studio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 13:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Embalagem]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<a href="https://psndesign.blog.br/design-criatividade-e-inteligencia-artificial/" title="Design, Criatividade e Inteligência Artificial" rel="nofollow"><img width="1024" height="576" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1024x576.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="1" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1024x576.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-300x169.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-768x432.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1536x864.jpg 1536w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1250x703.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a>Há uns meses atrás gravei um podcast falando sobre as mudanças do mercado de design através da chegada da inteligência artificial. Na época, a palavra "medo" foi o termo mais utilizado por mim. 

Mas será que hoje esse sentimento ainda é o que mais prepondera? 🤔]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<a href="https://psndesign.blog.br/design-criatividade-e-inteligencia-artificial/" title="Design, Criatividade e Inteligência Artificial" rel="nofollow"><img width="1024" height="576" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1024x576.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="1" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1024x576.jpg 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-300x169.jpg 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-768x432.jpg 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1536x864.jpg 1536w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2-1250x703.jpg 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/capa-post-RotuNews2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a>
<div style="height:58px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Há uns meses atrás gravei um podcast no <a href="https://open.spotify.com/episode/7sH6zzYpWQi70searafCmd?si=-NEWOIqHR-m7Rh9XwBVBcQ">RotuCast</a> falando sobre as mudanças do mercado de design através da chegada da inteligência artificial. Na época, a palavra &#8220;medo&#8221; foi o termo mais utilizado por mim nesse encontro. O medo de que as profissões criativas pudessem acabar de forma rápida e instantânea sem que ao menos conseguíssemos passar por um período de transição, de adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, conforme fui conhecendo essas novas ferramentas, pude perceber que a palavra correta para o que estávamos sentindo seria &#8220;<strong>desconhecimento</strong>&#8220;. O ser humano tem medo de mudança, mas principalmente do que ainda é desconhecido por ele.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desconhecido assusta, tira o ser humano da zona de conforto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Comecei então a utilizar IAs no meu dia-a-dia, explorando as diversas opções disponíveis em diferentes momentos, fazendo parte do meu processo criativo como designer de embalagem. A ideia era responder dúvidas internas através da minha própria experiência com as ferramentas. Eu queria responder perguntas como: &#8220;Eu posso utilizar IA em um processo criativo?&#8221;, ou &#8220;Eu consigo gerar conexão com as pessoas se eu utilizar IA?&#8221;. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f914.png" alt="🤔" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">E a resposta é: depende.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depende de como você vai utilizar estas ferramentas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredito que nós podemos enxergar as IAs como começo e até mesmo como meio de um processo criativo, assim como já fazemos com inúmeras plataformas, ferramentas e redes sociais. Ela pode fazer parte da base criativa, da pesquisa e imersão de um projeto. Utilizar MidJourney, Chat GPT, DALL-E ou qualquer outra similar, pode ajudar a trazer inspirações visuais em processos de design de qualquer área.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante estas semanas de testes comecei a utilizar em 3 principais momentos: como ferramenta para auxiliar na geração de ideias, otimização na pesquisa e até mesmo na análise de dados e feedbacks de consumidores.</p>



<div style="height:61px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">1. <strong>Geração de ideias</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Usei a IA para me inspirar na escolha de cenários de uma sessão de fotografia relacionada a um projeto de cosméticos. Para isso usei um <em>prompt</em> simples como: &#8220;<strong>scene for photos of a vegan cosmetic product; 8k&#8221; </strong>e me renderam boas alternativas.<strong> </strong>Aos poucos fui evoluindo o <em>prompt</em> para me ajudar a gerar cenários mais fáceis de aplicar no dia-a-dia que teriam baixo custo de investimento. E em poucos minutos tive acesso a inúmeras ideias de cenários mais acessíveis e práticos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="565" src="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey-1024x565.png" alt="Inteligência artificial " class="wp-image-6461" srcset="https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey-1024x565.png 1024w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey-300x165.png 300w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey-768x423.png 768w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey-1536x847.png 1536w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey-1250x689.png 1250w, https://psndesign.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/testes-mid-journey.png 1792w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:39px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">2. <strong>Otimização na pesquisa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a IA é possível criar embalagens personalizadas com base em dados demográficos, preferências do consumidor ou outros parâmetros. As ferramentas podem nos ajudar a analisar o perfil de cada consumidor, prever tendências e comportamentos.</p>



<div style="height:51px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">3. <strong>Análise de feedback do consumidor</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Através do processamento de linguagem natural (NLP) e técnicas de análise de sentimento, a IA pode ajudar a analisar o feedback do consumidor sobre as embalagens. Com base nessas análises, nós, designers, poderemos obter insights valiosos sobre o desempenho de uma embalagem e realizar melhorias significativas.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A grande questão que pude perceber ao longo dos testes é que é fácil de esquecer o propósito do que está criando se você não tiver um escopo bem definido no papel. Saber quais palavras-chave usar, saber se expressar corretamente nem sempre é uma tarefa fácil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se a gente não souber o que quer, de nada adianta ter acesso à ferramenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de tudo isso, pode ser tentador criar uma imagem utilizando MidJourney sem pensar em quem de fato vai consumir aquele produto, pensando apenas e exclusivamente na estética. É muito fácil cair na tentação de criar um conteúdo para um blog utilizando apenas o que o Chat GPT gera, sem reflexões reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acontece que quando a ferramenta é utilizada apenas como o fim de um processo, apenas para gerar um conteúdo desenfreado sem sentido, ela perde seu valor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu estava lendo o texto<em> &#8220;</em><a href="https://medium.com/swlh/i-published-a-chatgpt-article-on-my-website-heres-what-happened-ee2258fc8c4b"><em>I Published a ChatGPT Article On My Website — Here’s What Happened&#8221;</em></a><em> publicada </em>no Médium, que testou justamente utilizar ferramentas de inteligência artificial como solução final de um processo criativo, sem interferência ou complementação de ideias humanas. O teste foi apenas copiar e colar o texto gerado pela IA em um blog. O resultado? Engajaram muito menos nas buscas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nina Talks no seu artigo &#8220;<a href="https://www.linkedin.com/pulse/ninanews-008-como-n%25C3%25A3o-falar-de-ia-generativa-karina-tronkos/">Como não falar de IA generativa?</a>&#8220;: disse uma coisa muito interessante:<em> &#8220;Como tudo criado pelo humano para o humano, toda e qualquer tecnologia está sujeita ao mau uso.&#8221;</em> Ela estava falando principalmente de ética e segurança. Se usado corretamente, as ferramentas podem ser incrivelmente capazes de conduzir a exploração visual de qualquer criação. Mas, é importante termos cuidado em como essa ferramenta está sendo alimentada pelos bancos de dados, sobre risco de deep fakes, direitos de uso, transparência e dos demais impactos gerados por ela se não for controlada por seus criadores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas querem ver projetos criados por pessoas. Queremos ler textos escritos por pessoas. É importante utilizarmos a nossa própria bagagem para fazer conexões e discussões sobre qualquer assunto, para gerar uma conexão forte uns com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrei de um artigo que li no começo de 2023, <a href="https://www.mestriner.com.br/artigo48.html">&#8220;O consumidor não existe&#8221;</a> publicado por Fabio Mestriner, que traz uma abordagem muito interessante sobre o que de fato impressiona os consumidores para comprar um produto &#8211; e é incrível como essa leitura está, de certa forma, relacionada com o fato de eu não ter mais medo dessas novas ferramentas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">No artigo, o professor cita o livro “O cérebro do século XXI” de Steven Rose que diz: <em>&#8220;o cérebro humano funciona com significados&#8221;,</em> e em seguida complementa: &#8220;grande parte do que ocupa nossa mente e nos faz adquirir a realidade que percebemos, está justamente em atribuir significados a tudo que percebemos pois são eles, <strong>os significados</strong>, que nos permitem armazenar na memória aquilo que de alguma forma impressionou nossos sentidos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós, seres humanos, nos identificamos com histórias, sentimentos e significados reais.<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4a1.png" alt="💡" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, se você me perguntar hoje se eu tenho medo das novas ferramentas de inteligência artificial, eu provavelmente vou responder que <strong>eu só tenho medo do desconhecido, </strong>sobretudo em criar algo sem sentido de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<div style="height:76px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Indicações de leitura / estudo:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4d2.png" alt="📒" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> AI Sample Trend Report da Trend Hunter: https://storage.pardot.com/787783/1684421645fZizpd0Q/AI_Sample_Trend_Report.pdf</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/25b6.png" alt="▶" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Adobe Firefly. Uma família de modelos de IA generativa para criação nos produtos da Adobe: https://www.adobe.com/br/sensei/generative-ai/firefly.html</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4bb.png" alt="💻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Banco de IAs para encontrar as melhores ferramentas de Inteligência Artificial:<a href="https://www.futurepedia.io/"> https://www.futurepedia.io</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f5c2.png" alt="🗂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Outras fontes de pesquisa em artigos recomendados para qualquer assunto: Google Scholar, Scopus e IEEE Xplore.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gostou desse artigo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja outros textos sobre embalagem aqui no&nbsp;<a href="https://psndesign.blog.br/">blog.</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">Aqui é a Priscylla, Designer apaixonada por marcas e embalagens. Sou graduada pela UTFPR &#8211; Universidade Federal Tecnológica do Paraná e especialista em Desenvolvimento de Embalagem através do MBA da FACAMP. &#x200d; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto dirijo o meu próprio estúdio de design, também co-administro o Curso de Design de Embalagem, Rotulando®, por onde ensino e palestro sobre embalagem diariamente. Além disso, sou co-autora do livro Rotubook, um guia de design de embalagem que está nas livrarias de todo o Brasil.</p>



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